Segui meu coração e conquistei a independência financeira

Conheça a história de Andréa Oliveira, a confeiteira que tomou coragem para abrir seu próprio negócio aos 32 anos

Quando conversamos com Andréa Oliveira, ela tinha acabado de fazer um bolo do Minion para Alice, que havia completado 4 anos. Mas esse é apenas um dos vários pedidos que a confeiteira recebe todo mês. A Bolos da Moça, criada em 2016, anda a todo vapor, adoçando a vida de muitas famílias. A história de Andréa, entretanto, não começou assim, cheia de encomendas.

Nascida e criada em Diadema, no ABC Paulista, Andréa, hoje com 35 anos, começou cedo. Desde os 12 anos já fazia bolos e doces em aniversários de amigos para ajudar a complementar a renda familiar. Na época, já sabia o que queria: "Decidi desde cedo que seria confeiteira. Bem nova, já fiz cursos, comecei a trabalhar em confeitarias e passei por alguns restaurantes onde aprendi muita coisa", lembra. O sonho de empreender e criar a própria empresa sempre gritou alto, mas o dia a dia e o medo de arriscar faziam com que Andréa continuasse trabalhando para os outros.

Empurrãozinho da crise

Seria errado dizer que Andréa simplesmente tomou coragem para empreender. Foi em 2016, com o Brasil passando por uma grave crise econômica, que ela perdeu o emprego. "De repente me vi sem fonte de renda mas, ao invés de desanimar, resolvi transformar a situação em algo doce", conta. Em meados de 2016 a confeiteira resolveu abrir a própria empresa. "Criei um nome para o meu negócio e comecei a divulgar minha ideia nas redes sociais. Com o tempo, fui entendendo como as coisas funcionavam. Me formalizei, me tornando MEI (Microempreendedor Individual), e cuidei com muito carinho da identidade visual da marca", conta.

Quando o coração te guia

“É uma delícia fazer o que ama e o que a gente sabe fazer. Eu me sentia segura porque sempre fui boa em confeitaria, é um dom, mas ainda estava só no começo", conta. A intuição de Andréa foi fundamental nessa época. Ela sabia que estava no caminho certo, mas que ainda queria mais: "Eu tinha que arriscar, mas também precisava ser responsável. Tenho um filho e nosso sustento dependia exclusivamente de mim", conta. Esse algo a mais veio depois de muito pensar. "Eu procurei dentro da confeitaria um nicho que ainda não era tão explorado, o de bolos e doces personalizados, de confeitaria artística, e me dediquei totalmente a isso. Se meu coração ainda não estava totalmente entregue antes, agora estava".

Independência sabor chantilly

“Quando estou fazendo meus bolos e meus doces me sinto verdadeiramente realizada. São esses momentos que fazem a vida fazer sentido e isso já é um grande passo para o sucesso", conta Andréa. Hoje, a confeiteira consegue sustentar sua pequena família com a renda da empresa, mas tem consciência de que o caminho foi árduo e continuará sendo. "A realização de um sonho é um caminho solitário. Eu tenho um grande amigo que é um anjo na minha vida e toda vez que pensei em desistir ou achei que minha intuição estava errada e duvidei de mim, ele estava lá para me dar força. Mas a verdade é que dependemos só de nós e da confiança que temos em nosso próprio trabalho", conta.

E é por confiar tanto em si que Andréa quer sempre mais. "Meu grande sonho é ter uma loja física, um ateliê de bolos e doces. Por isso, o próximo passo é fazer um planejamento financeiro para ter capital para investir nesse projeto. Vai dar trabalho, mas vai dar certo!”.

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