Os benefícios de se fazer o que ama

O que será que acontece quando decidimos reservar tempo para praticar um hobby e investir em uma paixão?

Pense em algo que você ama fazer. Agora imagine inserir isso na sua rotina diária. Que delícia, não é mesmo? Praticar um hobby, além de deixar o dia mais leve, nos conecta com nós mesmas, nos impulsiona a seguir mais nossa intuição e ouvir mais nosso coração, sem peso e sem cobranças.

E por que deixamos de fazer as coisas que amamos? A falta de tempo, de coragem e daquele empurrãozinho que muitas vezes nosso coração dá, mas nosso cérebro não acompanha faz com que a gente esqueça nosso hobbies favorito com o tempo.

Monange apoia as mulheres a seguirem seu coração e voltarem a praticar um hobbie. Para te inspirar, trouxemos a história da Gika Ucci.

A história de uma artesã apaixonada

Para Gika Ucci, por muito tempo foi assim. A paixão pelo artesanato começou cedo. “Gosto de trabalhos manuais desde o tempo do ensino fundamental. Estudei no SESI de Vinhedo, perto de Campinas, e tinha uma matéria que se chamava Formação Especial. Ali aprendemos de tudo. Desde costura, artesanato em madeira, cerâmica, vidros, crochê, a trocar tomadas e outras coisas que às vezes precisamos fazer dentro de casa”.

Nessa mesma época, Gika começou a se dedicar ao artesanato e logo se apaixonou. ”Era meu momento preferido do dia. Quando estou produzindo algo, eu penso na pessoa que me pediu essa peça, os motivos, como ela vai usá-la e essa sensação me dá muito prazer e muito orgulho do meu trabalho”, conta.

O problema começou quando a vida adulta realmente chegou. “ O artesanato sempre foi um hobby, mas acabei deixando tudo de lado quando comecei a trabalhar com enfermagem. Casei, tive meu primeiro filho e o tempo livre foi ficando cada vez mais escasso. Fazia apenas uma ou outra coisinha para presentear amigos”, lembra. E mesmo quando Gika percebeu que o dinheiro que ganhava como enfermeira não era suficiente, a volta aos trabalhos manuais não foi automática. “Quando meu segundo filho nasceu eu percebi que estava trocando figurinhas. Trabalhava para pagar empregada, escola e só. Nessa época decidi largar meu trabalho para cuidar das crianças e, de novo, não tinha tempo para o artesanato”, lembra.

Mão na massa

Durante todo esse tempo, Gika sentia falta de fazer o que gostava. “Venho de uma família de artistas. Meu pai era mágico, cantor, meus irmãos tocavam acordeon e eu sempre toquei violão. Então a arte sempre fez parte da minha vida”, conta. Então, há 10 anos, a artesã sentiu que era hora de seguir seu coração e voltar a dedicar tempo para o que realmente a fazia feliz. “Na época, fui impactada por uma matéria em um portal de artesanato. Senti que era um sinal e que era hora de voltar a abraçar aquilo que sempre fez parte de mim. Outra coisa que ajudou foi o momento em que estava vivendo. Meus filhos já estavam quase que 100% independentes e eu vi que eu eu finalmente podia ocupar minha cabeça com o que realmente gostava de fazer. Era hora de correr atrás do tempo perdido”, lembra.

Cursos e realizações

“Todo recomeço é difícil. Fiz diversos cursos de reciclagem, aprendi novas técnicas e voltei a fazer contato com possíveis clientes. Levei uns dois anos até fazer uma boa clientela”, conta. Mas o processo, quando estamos fazendo o que amamos, é mais fácil por um motivo simples: é mais prazeroso e, por isso, se torna algo mais leve. “Quando resolvemos viver de arte, as pessoas nunca acreditam que possa dar certo. Então eu sempre ouvia que não ia ser fácil, mas eu segui em frente, sem dar muita atenção. Viver de artesanato, pra mim, é a realização de um sonho. Claro que tem dias que não é fácil, afinal, eu trabalho com prazos e com a ansiedade e expectativa das pessoas, mas é sempre recompensador e me faz querer seguir adiante e melhorar a cada dia”, explica.

Os próximos passos

Agora que faz o que ama, Gika tem planos. Quer construir seu ateliê, aumentar a produção, trabalhar com pronta entrega e oferecer produtos de segmentos diferentes na linha de decoração. “Quando trabalhamos com o que amamos os desafios são mais fáceis de encarar. Por isso eu quero sempre mais”,finaliza.

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