Como escutar meu coração me ajudou a superar o pior dia da minha vida

Conheça a história de superação da Adriana Millano e seu filho Joca

“Ele é um cara muito bacana que me ensinou muito sobre o quanto temos para agradecer nessa vida. E o melhor é que ele sorri o tempo todo!”. É assim que a veterinária Adriana Millano, de 33 anos, define seu filho Joca, hoje com 8 meses. Mas a jornada dos dois até aqui não foi fácil.

No 7º mês de gestação, Joca recebeu o diagnóstico de 3 más formações no coração que precisariam de cirurgias. “Descobrimos isso graças aos cuidados e excesso de zelo do meu ginecologista, médico que esteve com a minha família por quase 40 anos”. Era hora de enfrentar a realidade com força e otimismo.

Logo que o bebê nasceu a luta começou. “Depois do parto o Joca já precisou fazer uma cirurgia no coração e o pós operatório foi muito difícil. Eu acompanhei tudo de perto, sentada numa cadeira de UTI, 14, 16, 18 horas por dia. Teve gente que achou que ele não ia sair dessa, e eu entendia porquê. Estava bem complicado, mas meu coração dizia que ia dar certo”, lembra. Quando vários médicos já estavam sem esperança, o coração de Joca respondeu de maneira surpreendente. Ninguém acreditava. E foi uma festa. “Lembro que tivemos alta da UTI e fomos para o quarto. Finalmente eu podia ficar perto dele o tempo todo”, conta Adriana.

UM DIA MUITO DIFÍCIL

Quando as coisas pareciam estar entrando nos eixos, exatamente um dia antes do Joca fazer 4 meses, ainda no hospital, Adriana resolveu escrever um texto para mandar para a família contando das conquistas que finalmente estavam chegando. A médica tinha passado no quarto para vê-lo e parecia estar tudo bem. Mais ou menos 15 minutos depois, a técnica de enfermagem resolveu antecipar um pouco a visita diária. O pulso dele estava em 48, e caindo. O normal nessa idade é uns 110-120. Na sequência, a profissional pegou um estetoscópio, escutou o coraçãozinho dele e saiu correndo. Em segundos tinha um monte de gente na sala. “Tiraram o Joca do meu colo e ele começou a chorar. Eu grudei na parede e não lembro nem se eu respirava. Lembro do quarto vazio e do silêncio. Eu não conseguia nem raciocinar. Meu marido foi ajeitando tudo e eu só chorava”. O Joca teve que voltar para a UTI.

QUANDO NADA MAIS FAZ SENTIDO

Foram dias de revolta. Adriana parecia não ter mais forças para continuar. "Eu demorei alguns dias para aceitar o que tinha acontecido e começar a escutar meu coração novamente. Lembro que o médico veio conversar com a gente e me fez entender que estar no hospital salvou a vida do Joca. Ele virou pra mim e disse “menina! a gente tem que agradecer muito. Se tudo isso acontecesse na sua casa não ia dar tempo de fazer nada’”. Adriana conta que engoliu seco, abraçou o médico e voltou a chorar. “Foi naquela hora que me dei conta de que o que realmente importava é que o Joca tinha sido salvo e que meu coração, que sempre acreditou na vitória do meu filho, estava certo”.

A VOZ QUE VEM DE DENTRO

“Muita coisa nesse mundo é difícil de digerir e de entender. Eu tenho minha filosofia de vida, que é a base para me acalmar nos momentos em que me sinto perdida. Peço força e peço calma. Peço sabedoria para lidar com as coisas que não posso mudar, mas sou super chorona e super medrosa! Não é que eu encaro tudo de frente sem me abalar. Pelo contrário. Tenho muitos medos, muitas inseguranças. Mas quando a coisa aperta, eu escuto meu coração. É impressionante como tirar um tempo para respirar, quando tudo parece estar dando errado, é esclarecedor e traz paz interna”, conta.

JOCA, UM SUPER-HERÓI

“Ainda estamos com alguns desafios e a rotina é cansativa”, conta Adriana. Joca é um cara muito valente. Ele simplesmente segue o jogo! Passou por mais dor do que a maior parte das pessoas vai passar, mas continua sorrindo pra todo mundo. Meu filho escolheu ser feliz. Escolheu viver. Escolheu ficar. E hoje está fora de perigo. E eu agradeço todos os dias a ele por ter sido tão corajoso!!”, finaliza Adriana.

Leia Também

Venha apoiar uma às outras:

Junte-se às mulheres que fazem acontecer

Produtos com o ativo