Como derrotar sua crítica interior e dar voz à sua intuição

Chegou a hora de deixar sua autocrítica de lado e escutar a razão e a emoção, que dizem para você seguir outro caminho.

Com certeza sua intuição já deu sinais ao longo da vida e você sentiu que deveria seguir um caminho, mas acabou desistindo dele. Uma proposta de emprego dos sonhos que parecia ser demais para você ou o convite para um encontro que disparou seu coração. Pois é. Provavelmente você tem uma dessas histórias para contar sobre oportunidades perdidas e sinais que você não seguiu porque não ouviu a sua intuição.

A verdade é que a intuição é uma forma de inteligência real que vai melhorando com a nossa experiência e com a nossa vivência, sem que a gente se dê conta. Segundo Timothy D. Wilson, professor de psicologia na universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, funciona assim: enquanto a intuição dá uma primeira resposta rápida: “eu gosto”, “isso vai dar certo”, “eu quero”, baseada nos nossos próprios gostos, desejos, inclinações e motivações, nós ainda estamos pensando, questionando e, muitas vezes, deixando nossa autocrítica vencer a disputa. E, assim como nossa intuição, a autocrítica é alimentada a partir do nosso repertório de vida. Fracassos, traumas e medos no nosso dia a dia são inevitáveis, mas existem diversas maneiras de serem encarados.

A autocrítica está aqui para nos ajudar a evitar riscos desnecessários, mas pode também estar impedindo você de seguir o seu coração. “Para pessoas que têm características de personalidade mais crítica, controladora e autoexigente, fica muito difícil deixar se levar por uma intuição, ter jogo de cintura para aproveitar essas chances e oportunidades que surgem rapidamente e logo desaparecem”, explica Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e membro filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Para começar a mudar esse cenário, lembre-se que o autoconhecimento é muito mais poderoso do que a autocrítica. Se conhecer, saber quais seus pontos fortes e quais seus pontos fracos é o caminho ideal para você se sentir confiante em qualquer situação. Derrote a voz interior que insiste que você não é boa, que duvida da sua capacidade, que te compara com os outros. Parece difícil, mas é tudo questão de prática. “O trabalho é terapêutico e lento, mas é preciso ir se policiando e percebendo isso aos poucos”, aconselha Louzã.

Para derrotar essa voz interior, comece a prestar atenção a todas as vezes em que ela aparecer e questione se cada afirmação dela não está te impedindo de escutar o que seu coração quer de verdade. Quer um exemplo prático? Se você ainda não sabe se quer casar com seu parceiro (a) de anos porque não tem certeza do que sente, é ponto negativo. Se você acha que depois de ano casados ele (a) pode te abandonar, é medo.

Agora que você entendeu como a autocrítica funciona, que tal vencê-la e dar voz à sua intuição mais vezes? Para te ajudar a derrotar seu consciente quando ele é crítico demais, trazendo mais bem-estar para seu dia a dia, fique atenta às 3 dicas:

1 - Ouça sempre essa “primeira resposta” que surgiu na mente.

Não precisa se tornar a rainha da impulsividade, ok? Mas respeite essa sensação e sempre leve-a em consideração. Agora você já sabe que ela é real.

2 - Respeite-se e escute.

Para isso, quando tiver algo ou um caminho a escolher, reserve um tempo para você e pratique essa nova forma de inteligência. Pode ser na cama, no banho, no parque. Respire fundo e imagine suas opções. Agora responda rápido: qual delas te fará mais feliz?

3 - Por fim, diga mais SIMs.

No geral, um desafio, um novo curso, um novo relacionamento ou qualquer novidade que aparecer na sua vida te trará mais conhecimento. Não tenha medo e sempre siga seu coração.

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